1. Você acredita que exista imparcialidade?
Sim, sempre. Temos que acreditar e lutar por ela, senão viramos escravos de informações “cruzadas”, o que pode acarretar na “imprensa marrom”.
2. Como é ter de lidar com injustiças todos os dias e, muitas vezes, não poder informar a população por completo por questões políticas?
É triste ter que fazer “parte” disso, pois somos responsáveis pelo que informamos e também pelo que omitimos. Mas a porta da argumentação é sempre aberta para quem tem seus meios.
3. Você acha que linha editorial é uma forma de censura?
Não. Sou totalmente a favor do editorial, pois ele é quem mostra a cara do jornal.
4. Acredita que é possível um jornalista não se envolver com o assunto da pauta e se manter neutro?
Não acredito nisso. Por mais que sejamos “instruídos” desde a faculdade para ser imparciais, com certeza pautas sociais sempre nos afetam.
5. Dizem que a nova geração de jornalistas está quebrando o modelo funcionalista aos poucos, dando outra forma ao texto e voltando a ter engajamento político forte, como nos anos 60, você vê isso acontecer?
Não vejo isso. Pois apesar de muitos terem a vontade de mudar e fazer a diferença, é a redação que terá novos profissionais e não a chefia. Porém, tenho que admitir que alguns “padrões” jornalísticos foram quebrados, mas ainda falta mais.
6. Até que ponto a ética deve prevalecer em uma matéria? Com relação às possibilidades de jornalismo investigativo por meio de infiltrações furtivas na Santa Casa, por exemplo.
Sei que aprendemos a não fazer isso. Mas se pararmos para olhar o mundo a nossa volta, estamos (jornalistas) quebrando várias “éticas” do cotidiano, como exemplo, promover uma câmera escondida (seja onde for, isso não pode ser usado juridicamente como prova para nada). Porém, eu como uma cidadã comum, pagante dos meus impostos, tenho o direito de ser atendida e até mesmo entrar em quaisquer prédios públicos. Fato que muito de nós não se lembram ou até mesmo não têm conhecimento. Mas podemos ser fontes de nossas próprias matérias e pedir uma investigação às autoridades competentes, que sim podem fazer ações baseadas em pedido jurídico e então usamos a nossa maior força, a palavra, a força de expressão.
Da Redação.

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